Alcides Fonseca usaisto.com

Autor deste site, estudante, wedeveloper freeelancer

Quem és e o que fazes?

De momento estou a acabar o Mestrado em Engenharia Informática durante o dia, e à noite visto o meu uniforme de super-heroi e faço webdevelopment em modo freelance.

Estou ainda envolvido num projecto de investigação que pretende explorar como seria uma linguagem de programação em que tudo acontece concorrentemente.

Quando não tenho mesmo nada melhor que fazer, dedico-me a mini-projectos como é o caso deste website.

Que hardware é que usas?

Tendo em conta que estou a trabalhar ora em casa, ora numa sala qualquer da universidade, tenho toda a minha vida no meu macbook preto, com upgrade de 2 GB de ram na altura, o que já era um grande avanço. Agora pondero entre meter 4 ou um SSD.

Quando chego a casa, poiso o macbook no stand, ligo o monitor externo LG de 22", teclado Apple wired dos mais recentes e um rato bluetooth da Microsoft. Tenho a dizer que o monitor foram os melhor 120 euros que já gastei em informática. Tanto aumenta a minha produditividade em ter browser, consola e editor abertos ao mesmo tempo, como aumenta o lazer de ver filmes e séries enquanto navego online.

Há dois anos que tenho tido problemas nos pulsos, por isso uso uns apoios de gel amarelos e catitas junto ao teclado (5 euros cada na Worten e são bastante confortáveis) e recentemente mudei o rato para a mão esquerda tanto para evitar RSI, como para evitar ter de esforçar o braço para ir ao rato. Dou valor às setas e Home-End-Delete-etc, mas o numpad era escusado. Gostava que a Apple fizesse um modelo wired intermédio para quem não passa o dia em folhas de excel, mas gosta das setas à parte.

Uma vez por dia, ligo também ao meu disco Western Digital portátil para o backup da time machine. Ando também à procura do disco de rede que funcionava como outra camada de backup, porque um nunca é suficiente.

A nível móvel usava um HTC TyTN para tudo e mais alguma coisa, até que deixou de funcionar passado 3 anos. Comprei um Blackberry Curve e não recomendo a ninguém em Portugal que não tenha o pacote de Blackberry activado.

E que software?

Tento ter uma abordagem minimalista em relação ao software e instalar o menos possível. Nesse aspecto o MacOS traz já a maior parte das minhas ferramentas como o Terminal, Mail.app, Safari e iCal. As duas primeiras instalações são o Adium para GTalk, MSN e Facebook e o Transmission para fazer downloads legais.

Quando disse que tinha a minha vida toda no meu macbook, estava-me apenas a referir à forma como lhe acedo, porque tenho os conteúdos mais importantes replicados em serviços online. O calendário, email, contactos e feeds estão no google, sobretudo por poder aceder de qualquer lado em especial na versão mobile. As fotos estão no flickr e a minha coleção preciosa (e que tem grande valor em termos de trabalho para mim) de bookmarks no delicious (que era o backup do ma.gnolia quando este fechou). A maior parte dos meus projectos de código estão no github, onde tenho uma conta média. O preço é bastante alto, mas para projectos opensource recomendo bastante, sobretudo pela forma de fazer code-reviews inline nos commits.

Falando de desenvolvimento, uso git para gerir as várias versões e trabalhar colaborativamente com os meus colegas. Para editar o código confio sempre no Textmate, mas ando a tentar mudar para MacVim, sobretudo pela forma como me divide os buffers. No entanto sou uma pessoa que gosta de ter as opções visualmente disponíveis e falta um menu no MacVim que indique todos os comandos possíveis.

Como também acabo por fazer algum design, acabo por abrir sempre o Adobe Fireworks, sendo que sou um fã da ferramenta desde o início, quando ainda era da Macromedia. A ferramenta popular é o Photoshop, mas para fazer sites onde se usam elementos vectoriais, o Fireworks permite uma agilidade muito maior, ideal até para protótipos rápidos.

Qual era o teu setup de sonho?

Algo semelhante a um macbook actual, ligeiramente mais leve, mas nada ao nível do macbook air. Gosto da consistência no meu material e não o lançar a voar no ar por engano. Em vez da drive óptica, um segundo disco SSD para o OS, deixando o outro para media seria bastante interessante.

Gostava também que os ecrãs pudessem ser fixos numa posição para usar como touchscreen, e que não ficassem sujos, mesmo com os dedos cheios de gordura do que comemos enquanto trabalhamos.

Tirando os pedidos do costume como disco, memória e velocidade de rede infinitas, gostava que os portáteis tivessem bateria de um ou dois dias, podendo andar com ele na rua, e deixar durante a noite na dock a carregar, tal como faço com o telemóvel.

Depois em vez de monitores externos, gostava de umas películas que se colavam nas paredes e as tornavam em ecrãs multitouch de alta resolução, para deixar de ter de ligar monitores e simplesmente interagir com a parede, como fazemos no nosso departamento.